Buscar
  • António Góis

Pátria, de Fernando Aramburu

Editado em Março de 2019 pela Dom Quixote, este Pátria do Espanhol Fernando Aramburu, foi certamente um dos lançamentos do ano.


livro, Pátria, de Fernando Aramburu

Até agora, o livro ganhou entre outros, o Prémio Nacional de Narrativa, o Prémio Nacional da Crítica e o Prémio Euskadi de Literatura para 2017.


Fernando Aramburu não é um escritor muito conhecido em Portugal. Em 2010 a editora Minotauro tinha editado por cá o livro de contos Os Peixes da Amargura e a Teorema havia dado à estampa em 2004 o livro A vida de um Piolho Chamado Matias.


Pátria, é sem dúvida a sua obra maior. Até pelo tema do livro em si, a ETA e a independência do País Basco.


Fernando Aramburu, vive na Alemanha desde os anos 80 e foi nesse País que durante três anos escreveu o romance. A questão da ETA não é virgem na sua obra, já em Peixes da Amargura (2010) havia escrito sobre o assunto.


Nesta obra porem, estão patentes mais de trinta anos da vida do País Basco sob o terrorismo.


Sinopse: No dia em que a ETA anuncia o abandono das armas, Bittori dirige-se ao cemitério para, na sepultura do marido, Txato, assassinado pelos terroristas, lhe contar que decidira voltar à casa onde tinham vivido os dois. Mas poderá ela conviver com aqueles que a perseguiram antes e depois do atentado que transtornou a sua vida e a da família? Poderá saber quem foi o encapuzado que num dia chuvoso matou o marido, quando este regressava da sua empresa de transportes?


Por mais que chegue às escondidas, a presença de Bittori alterará a falsa tranquilidade da terra, sobretudo a da vizinha Miren, amiga íntima noutros tempos, e mãe de Joxe Mari, um terrorista encarcerado e suspeito dos piores receios de Bittori. O que aconteceu entre essas duas mulheres? O que envenenou a vida dos filhos e dos respetivos maridos, tão unidos no passado? Com lágrimas escondidas e convicções inabaláveis, com feridas e coragem, a história arrebatadora das suas vidas, antes e depois da tormenta que foi a morte de Txato, fala-nos da impossibilidade de esquecer e da necessidade de perdoar numa comunidade fragmentada pelo fanatismo político.

0 visualização
  • Facebook
  • Tumblr Social Icon
  • Pinterest

© 2020 por Escrita Criativa

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now